Visitantes

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Fanfic - Amor, Sexo e Fotografia - Capítulo 15 - Your Love Is a Lie



Pov Any

Depois de tanta conversa cada um foi para o seu quarto e dormiram, todos menos eu, não costumo dormir cedo assim, então me levantei, sai da casa e me sentei na beirada da piscina, quando era umas três da manhã entrei na casa e andei pelos corredores, mas antes de entrar no meu quarto, uma luz vindo do quarto do Tom me chamou a atenção, cheguei perto da porta e ouvi alguns gemidos e um "Eu te amo Tom" vindo da boca de Bárbara, abri a porta do quarto com muito cuidado e me deparei com uma cena nada agradável

Tom e Bárbara estavam transando, saciando o desejo um do outro, ofegavam e gemiam alto, parecia que queriam que o mundo soubesse o que acontecia naquele quarto. Como ela pode fazer isso comigo? Como ela teve coragem de transar com ele sabendo que eu estava no quarto ao lado? Eu não posso acreditar nisso, durante todo esse tempo eu fui fiel a ela, sempre contei meus maiores segredos, confiei no seu amor, me entreguei a ela, e é isso que eu recebo em troca? Ela não poderia ao menos ter feito isso em um motel longe de mim? Tinha que esfregar na minha cara que não me ama mais?

Eu não estava mais aguentando ver aquela cena, meus olhos se encheram de lágrimas e com muito cuidado para que eles não notassem a minha presença, fechei a porta e sai da casa, me deitei em uma espreguiçadeira e chorei durante muito tempo, lembrando da cena lamentável que tinha visto momentos atrás, meu peito se contraia com a dor que eu estava sentindo, meu choro escorria por toda a face e molhava algumas almofadas que me confortavam enquanto estava deitada, soluçava, um grito estava preso na garganta que latejava de tanta dor, aquele sentimento de traição dominava o meu coração. Depois de horas lamentando e relembrando os bons momentos que eu tinha vivido ao lado de Bárbara, a pessoa que eu estava aprendendo a amar, que me fazia feliz e que queria passar uma vida ao lado dela, acabei por adormecer ali mesmo, sobre as estrelas em uma noite gélida.

Pov Bill

Depois de uma longa festa no dia anterior, no qual me diverti muito, afinal a tempos que eu não sorria tanto como ontem, sinto que a Any trouxe uma energia nova a essa banda, a amizade e a espontaneidade dela fez com que todos nós tivesse-mos um dia maravilhoso, sem pensar em nossa rotina, fotos, entrevistas, preparação para a turnê em fim, tudo isso foi esquecido, pois cada palavra que ela dizia, cada gesto que fazia e cada sorriso que ela dava, renovava nossas energias e eu me sentia aliviado por saber que ela também estava, se sentindo muito feliz ao nosso lado, ela como fã acredito que se sentiu privilegiada por ter esse contato conosco.

Acordei, me levantei e espreguicei todo o meu magro corpo até os ossos se estralarem, me dirigi até o banheiro e fiz minha higiene matinal, caminhei pelos corredores da casa e através dos vidros das venezianas de madeiras, vi que o sol já raiava iluminando toda a sala, decidi então por me expor a quentura dos raios de sol, sai da casa e andei até a beirada da piscina e quando fui me deitar em uma das espreguiçadeira, notei que um corpo se encontrava todo encolhido em uma delas, me aproximei devagar e pude notar que quem dormia era Any, estava com uma expressão triste, de alguém que havia chorado por horas, me aproximei mais e me agachei para ficar a altura de seu rosto e com muito cuidado acariciei a sua face que estava gelada devido ao sereno, ela ao sentir minha presença resmungou algo e abriu os olhos com dificuldade por estar exposta ao sol.

_ Desculpa te acordar. - Me afastei e sentei em uma espreguiçadeira - Mas por que você dormiu aqui fora?

Any: Oi Bill, foi melhor você ter me acordado, meu corpo está todo dolorido. - Se sentou - Quer mesmo saber por que dormi aqui fora?

_ Sim. - Assenti com a cabeça - Aconteceu alguma coisa? Parece estar triste.

Any: Ah Bill é tão difícil falar sobre isso. - Seus olhos já lacrimejavam - Por que as pessoas mentem? Por que quando achamos a pessoa certa para amar elas nos decepcionam?

_ Eu realmente não sei Ana, mas por que diz isso?

Any: Eu vou tentar te explicar. - Deu uma pausa e uma lágrima caiu molhando sua face - Depois que todos foram para os seus quartos, eu não consegui dormir, então me levantei e vim até a beirada da piscina, e fiquei esperando o sono chegar, quando eram umas três da manhã eu entrei e antes de ir para o meu quarto, uma luz vindo do quarto do Tom me chamou a atenção, e dessa vez a curiosidade me matou e fui ver o que se passava, parei em frente ao quarto dele e ouvi alguns gemidos e quando abri a porta, vi o Tom e a Bárbara transando.

_ O quê? Como? Hãm? - Perguntei incrédulo - Eu não estou acreditando, como o Tom pode fazer isso?

Any: A questão não é o Tom, e sim a Bárbara. Ela poderia ter me dito que queria ficar com ele, assim terminaríamos esse namoro e ficaria tudo bem.

_ Não, eu vou acabar com essa palhaçada agora.

Me levantei, fui em direção a casa, mas antes de entrar Any se levantou e veio correndo atrás de mim e segurou meu braço, me impedindo de entrar.

Any: Não faça nada Bill por favor. Eu quero resolver isso da minha maneira. Quando se levantarem eu converso com eles. Agora eu só preciso de um abraço.

Não exitei e abracei-a, ela passou seu braços pela minha cintura fina, colocando sua cabeça entre a extremidade do ombro e o início do pescoço, sua respiração quente tocava a minha pele, fazendo os pelos daquela região se arrepiarem, seu choro molhava a minha regata e aquilo me agoniava, eu queria ajudá-la a se sentir melhor, então abracei-a mais forte e com uma das mãos afaguei os seus cabelos. Ficamos assim por alguns minutos até que ela levantou a cabeça e me encarou com seus olhos vermelhos e disse:

Any: Obrigada Bill por ficar aqui comigo.

_ Pode contar comigo para o que precisar.

O abraço foi cessado, então a levei até a cozinha para tomar um pouco de água para se acalmar, depois disso ela foi ao banheiro fazer sua higiene matinal e eu fui preparar um bom café da manhã para os moradores da casa.

Pov Any

Não sei mais o que faço da minha vida, preciso pensar muito bem no que vou fazer para contornar essa situação desagradável, minha cabeça dói, meu corpo dói por ter dormido de mau jeito a noite inteira, só mesmo uma abraço carinhoso do Bill para me consolar, eu me perco naqueles olhos brilhantes e aquele sorriso que ilumina até a alma. Como eu queria ser amada por ele.

Depois de fazer a minha higiene matinal, votei para a cozinha e ajudei Bill a preparar um bom café para a galera que estaria com uma bela ressaca, pouco tempo depois, já estavam todos bem acordados e sentados em volta da mesa, todos estavam em silêncio, eu apenas observava com olhos atentos a troca de olhares do Tom e Bárbara, realmente eles não sabem disfarçar, Bill estava sentado de frente para mim e vendo a minha expressão de digamos raiva e incômodo, apenas movimentava os lábios dizendo "Fica calma", eu assentia com a cabeça. Após o café, arrumamos a casa que estava uma bagunça, Bárbara as vezes vinha me beijar e eu desviava o rosto e dava um sorriso falso a ela.

Antes do almoço, a galera foi curtir um pouco da piscina, jogavam bola e conversa fora, eu me tranquei no quarto e várias vezes Bill ia bater na porta perguntando se estava tudo bem, eu apenas respondia que "sim" e ele ia embora. Quando o almoço estava pronto, nos sentamos a mesa novamente e comemos o que estava sendo servido, mau toquei na comida, não tinha estômago para isso nem para ficar encarando o cinismo da Bárbara. Algumas horas depois do almoço e de Natalie, Bárbara e eu termos arrumado toda a cozinha, os meninos nos chamaram para fazer uma competição de quem fazia o melhor mergulho, como não tinha disposição alguma para a brincadeira, fiquei tomando um pouco de sol e vendo os outros se divertirem, até que Tom percebendo o meu afastamento se sentou na espreguiçadeira ao meu lado e perguntou:


Tom: Está se sentindo mau Any?

_ Estou me sentindo péssima Tom. - Me sentei de frente para ele - Precisamos conversar.

Tom: Conversar comigo?

_ Sim Tom, vamos até a sala, lá podemos conversar melhor.

Nos levantamos e entramos na casa, fomos até a sala e nos sentamos no sofá de frente um para o outro, encarei seu rosto que estava com uma expressão confusa e fui direto ao ponto.

_ Tom, se você realmente é meu amigo, vai me dizer a verdade. - Dei uma pausa e respirei fundo - Quantas vezes você se encontrou com a Bárbara depois do VMA?

Tom: Sinceridade acima de tudo?

_ Sim, por favor.

Tom: Ok, foram duas vezes, a primeira foi no dia da sessão de fotos, quando eu entrei na sala dela e nos beijamos, como eu estava com muita saudades dela acabamos por transar ali mesmo, e a segunda... - O interrompi.

_ Foi essa madrugada no seu quarto. - Lágrimas já molhavam o meu rosto - Eu vi tudo Tom.

Tom: Viu? Como assim? - Sua expressão era de total espanto - Como isso aconteceu?

_ Eu simplesmente ouvi alguns gemidos vindo do seu quarto, e acabei por abrir a porta e os vi fazendo sexo.

Já não contia mais as lágrimas que insistiam em molhar a minha face, Tom fitava os próprios pés, e um silêncio angustiante predominavam a sala durante alguns minutos, até que ele se aproximou e me abraçou, eu aceitei o abraço e chorei em seu peito, o silêncio é quebrado e ele se pronuncia.

Tom: Me desculpe por isso, eu não queria que você sofresse, eu amo Bárbara e queria ficar com ela, não quero que fique assim, daqui alguns dias eu vou embora e tudo voltará ao normal, a culpa é minha por ser impulsivo, por ter bebido e não pensar nas consequências que poderia causar se ficasse-mos juntos, uma hora você iria descobrir.

_ Não se culpe Tom, uma hora isso tinha que acontecer, fui uma tola e não percebi que eu era uma pedra no caminho de vocês, mas são se preocupe, não vou mais alimentar esse falso amor, eu vou terminar esse namoro e deixar o caminho livre para vocês se amarem.

Tom: Ana não faça isso, ela te ama.

_ Não Tom, ela ama você e sempre será assim. - Me levantei e depositei um beijo em sua bochecha - Ficarei bem, eu prometo.

Me dirigi ao quarto e peguei minha bolsa, sai da casa e fui até a piscina, me despedi de todos e pedi para que Bárbara me levasse para casa pois não estava me sentindo bem, entramos no carro e no caminho ela me fazia várias perguntas e eu não respondia a nenhuma, apenas controlava as lágrimas que insistiam em cair, quando chegamos em casa subi as escadas e fui para o quarto de hospedes dedilhar a minha guitarra, naquele momento eu precisava ficar sozinha e ouvir uma música, então liguei meu mp4 e coloquei a música Rescue - me do Tokio Hotel só a voz do Bill poderia me acalmar.

Este custumava ser nosso segredo
Agora estou escondendo sozinho
Não ajuda, mas leio os nossos nomes na parede
lavo-os da pedra
Eu confiei em você de todas as formas
Mas não o suficiente pra fazer você ficar
Volta
Eu perdi o chão
Venha e salve me
Estou queimando, você não vê?
Vem e me salva
Só você pode libertar
Venha e salve me
Salve me
Salve me
Você mentiu quando estávamos sonhando
Nossas lágrimas eram falsas
Eu queria que você negasses isso.
Aqui e hoje
Meu s.o.s no radio
A única chance de deixar você saber
O que eu sinto
Pode ouvir?

Quando Bárbara entrou no quarto perguntando o que tinha acontecido, pedi para ela ir em uma farmácia comprar um remédio para dor de cabeça, assim que ela saiu com o carro, corri para o "nosso" quarto, abri o guarda roupas e joguei em cima da cama todas a minhas roupas, voltei ao quarto de hóspedes e peguei as minhas malas e coloquei todas as roupas nelas, peguei meus posters, cd's e minha guitarra. Fui para o banheiro tomei um banho e coloquei uma roupa decente, depois desci as escadas com as malas e deixei - as na sala, na cozinha procurei algo para comer, peguei o celular e liguei para pedir um táxi Pouco tempo depois Bárbara estaciona o carro e entra na casa trazendo o remédio, para não fazer desfeita tomei o remédio na presença dela, foi quando ela se sentou no balcão e perguntou:

Bárbara: Aconteceu alguma coisa amor?

_ Não, não aconteceu nada. - A encarei com uma expressão séria - E você tem alguma coisa para me contar?

Bárbara: Não tenho nada. - Deu os ombros - O que vamos fazer hoje?

_ Não seja cínica Bárbara, vamos, me conte o que aconteceu na casa dos meninos. Mais precisamente no quarto do Tom.

Bárbara: Do que você está falando?

_ Do que eu estou falando? - Aumentei o tom de voz - Os seus gemidos davam para ser ouvidos do outro lado da rua.

Bárbara: Abaixa esse tom garota. - Disse autoritária e aproximando - se de mim.

_ Por que? Além de ter ferido os meus sentimentos, vai querer me bater também?

Bárbara: Que história é essa de ferir os seus sentimentos? Não aconteceu nada naquela casa.

_ Para de mentir Bárbara, eu vi você transando com o Tom. Eu pensei que você me amasse, eu confiei em você, você parece ser tão inocente, mas a culpa na sua voz te entrega, você pensou em mim quando transou com ele? Ah com certeza não.

Bárbara: Ana eu te amo. - Suas lágrimas já escorriam pelo seu rosto - Me perdoe, eu não queria que isso acontecesse.

_ Não tente se desculpar e nem corrigir. Não gaste seu suspiro pois é tarde demais, eu vou embora daqui, está tudo acabado. - Disse tirando o anel do meu dedo e o jogando no chão - Seu amor é só uma mentira!

Deixei Bárbara falando sozinha e fui até a sala, peguei as minhas malas, abri a porta e sai, o táxi já me esperava, ele colocou as malas no carro e partimos. Pedi para que ele me levasse até o prédio da revista, no caminho liguei para Fabi e contei tudo o que tinha acontecido e pedi sua ajuda, ela xingou tanto a Bárbara e o Tom que eu fiquei até atordoada e deixei um pequeno riso escapar, ela ofereceu o seu apartamento para que pudesse passar uns dias lá até conseguir um lugar para ficar.

Ela então me passou o endereço e pedi para o motorista mudar o percurso e me levar até o prédio onde ela morava. Quando cheguei, falei com o porteiro que falou com ela pelo interfone e me permitiu a passagem, entrei no elevador e subi até o 8º andar, andei pelo corredor até parar em frente a uma porta de cor branca com o número 092, bati na porta e em seguida ela se abre e Fabi me aparece vestida com um shortinho jeans e um top preto, a olhei de baixo para cima, ela sorriu e me abraçou, quando se afastou disse:

Fabi: Estou feliz que tenha vindo, fique quanto tempo precisar, eu moro sozinha mesmo.

_ Obrigada pela ajuda Fabi - Sorri - Posso entrar?

Fabi: Ah sim, fique a vontade. - Pegou minhas malas - Só tem um pequeno detalhe.

_ Qual?

Fabi: Só tenho uma cama - Ela sorriu - Mas é de casal.

_ Não tem problema, eu durmo no sofá mesmo.

Fabi: NÃO! - Ela deu um pequeno grito e eu até me assustei - Pode dormir junto comigo, eu não me importo.

_ Não, que isso, a casa é sua, a cama é sua, eu me viro aqui no sofá mesmo. - Me sentei no sofá e ela sentou-se ao meu lado cruzando as pernas.

Fabi: Não a casa é nossa agora.

Ela foi se aproximando de mim, e eu ia me afastando, até que ela se jogou em meu corpo e sentou-se no meu colo. Ela me deu um beijo de tirar o fôlego, suas mãos seguravam o meu pescoço o arranhando levemente, e minhas mãos apertavam suas coxas, não sou de recusar mulher mas aquilo já estava indo longe demais, a segurei pelos braços e afastei-a de mim, Fabi me olhou com uma cara de interrogação e perguntou:

Fabi: O que foi? Não gostou?

_ Olha Fabi, sim eu gostei, mas agora não é o momento, acabei de terminar um namoro e já vou me envolver de novo? - Serrei os olhos - E desde quando você é...?

Fabi: Lésbica? Eu não sou lésbica, apenas tive vontade de te beijar. Queria matar a minha curiosidade.

_ E o que achou? - Mordi o lábio inferior.

Fabi: Confesso que a experiência é boa. - Sorriu com malícia - Mas só vou ter certeza se passar a noite com você.

Pronto vim morar em uma casa onde a dona é uma viciada em sexo.

_ Calma Fabi, não é a melhor hora para se fazer isso. Não estou pronta para ter esse tipo de contato com você.

Fabi: Por que não? Você já terminou com a vadia da Bárbara mesmo.

_ Por favor não fale assim dela, e se você continuar insistindo eu vou embora.

Fabi: Não. Me desculpa, eu vou esquecer esse assunto, mas por favor não vá embora. Fiquei muito feliz por você ter me ligado. Eu moro sozinha a muito tempo, queria ter alguém pra conversar só isso.

_ Tudo bem Fabi, eu apenas preciso de um ombro amigo agora, preciso desabafar.

Nos sentamos nos sofá e conversamos durante a tarde toda, contei tudo que tinha acontecido entre mim e a banda, expliquei como foi presenciar aquela cena e a briga que eu tive com a Bárbara, Fabi ouvia com atenção e me dava suas opiniões, quando anoiteceu, fomos para a cozinha e preparamos um belo jantar, assistimos um bom filme e na hora de dormir, não discuti com ela e aceitei dormir em sua cama, com um condição se ela não desse mais em cima de mim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário