Pov Tom
Não sei por que acordei tão cedo hoje, o relógio marcava quase 09:30, estou sob o efeito da festa ainda, cheguei no apartamento por volta das 04:00 da manhã e capotei na cama. Bom já que estou de pé, vou tomar um banho e depois falo com o Jost sobre o tal plano de me aproximar da Any. Meia hora depois, sai do banheiro e vesti minhas roupas largas, coloquei uma faixa e um boné na cabeça, sai do quarto e fui procurar Jost para pedir o telefone da garota. O encontrei no restaurante do hotel tomando seu café da manhã e mexendo no notbook, me aproximei e sentei em uma cadeira de frente para ele.
_ Bom dia Jost! - Me sentei na mesa ao seu lado.
Jost: Bom dia Tom! - Bebeu um pouco de seu café - Madrugou?
_ Acho que dormi o suficiente para ter disposição e encarar a garota.
Jost: Então vai realmente me ajudar no encontro dos dois? - Pegou o celular - Aqui está o número dela, convide-a para tomar um café com você.
_ Se for para ver o meu irmão feliz novamente não custa nada tentar - Peguei o celular e anotei o número - Vou ligar para ela só um minuto.
Peguei o celular e disquei o número, depois de um tempo e com uma voz de quem acabou de acordar, ela atende o telefone. Nossa conversa não durou muito tempo, pois desligou o celular na minha cara. Eu sabia que não iria ser tão fácil assim, ela me rejeitou de novo, será que estou perdendo o meu charme? Não, isso não pode ter acontecido.
Jost: E ai, conseguiu?
_ Não! Ela desligou na minha cara.
Jost: Que garota complicada! - Ele riu - Mas calma, tente outra vez.
Uma luz surgiu na minha cabeça e me lembrei de uma cena na festa, quando eu estava conversando com a Any, vi escrito em sua credencial o nome da empresa onde ela trabalha, é a Rolling Stone, me levantei correndo da mesa onde estava conversando com Jost e fui até o saguão do hotel, pedi para que o nosso motorista James fosse chamado, alguns minutos depois ele aparece, e lhe peço para que me leve ao prédio da revista. Ao chegarmos no prédio, me dirigi a recepção e perguntei a recepcionista pelo nome da Ana, ela me disse que havia mais de uma trabalhando no local, descrevi ela fisicamente e uma foto dela foi mostrada, era ela que eu estava procurando, mas infelizmente hoje era o dia de folga dela. Pedi o endereço dela e a recepcionista hesitou, mas como ninguém resiste a Tom Kaulitz, me passou o endereço e como recompensa a chamei para sair qualquer dia.
Sai do prédio e fui com James até uma agência onde se aluga carros, pedi para James falar para o Jost que eu passarei o dia procurando a garota, e para ele não se preocupar comigo, James concordou e o dispensei. Aluguei um Audi A3 TDI branco, amo esse modelo de carro e Bill também, sai da agência dirigindo e peguei o endereço, notei que o lugar onde ela mora era Beverly Hills, geralmente são apenas pessoas muito ricas e famosas que moram lá, ela não me parece ser lá muito rica, mas deixa para lá.
Depois de alguns quilômetros rodados estaciono em frente a uma casa grande e muito bonita, tem dois andares, ela é branca e com detalhes em preto nas janelas e nas portas que eram enormes, tem um lindo jardim na frente e árvores altas ao redor. Antes de sair do carro, observei ao redor e tudo estava muito parado, nenhum carro e nenhuma pessoa passava pela rua, sai do carro e me dirigi até a porta de entrada, pensei um pouco no que iria falar e apertei a campainha, ouvi barulhos na casa e com certeza tinha alguém nela, o som estava ligado, tocava uma música do Guns N' Roses acho que era isso mesmo, pouco tempo depois a porta se abre e por reflexo a empurro e entro na casa, vejo Any vestida com uma roupa minúscula revelando suas coxas, seu rosto aparentava ter acordado a poucos instantes que logo se tornou muito assustado e assim me pronunciei.
_ Preciso falar com você, e não aceito NÃO como resposta. - Caminhei até o sofá e me sentei.
Any: Como chegou até aqui? - Perguntou fechando a porta.
_ Com o carro ué - Peguei o controle e liguei a TV.
Any: Digo, como soube que eu morava aqui? - Desligou a TV.
_ Hey! Eu estava assistindo. - Cruzei os braços e fiz bico - Eu tenho os meus contatos.
Any: Malditos contatos - Disse em seu idioma - O que você quer comigo?
_ Quero conversar com você, pedir desculpas pelo que aconteceu na festa. - Peguei uma calcinha que estava no sofá - Vejo que a noite foi boa. - Sorri.
Any: Devolve a minha calcinha! - Gritou pegando-a de minha mão - Pedir desculpas? - Serrou os olhos - É só isso mesmo? - Perguntou desconfiada.
_ É..me desculpa por ter feito vocês brigarem. - Me levantei e fui para a cozinha. - Hum, que cheiro bom! O que está preparando?
Any: É lasanha, mas está no forno ainda. - Me seguiu - Não precisa se desculpar, o que aconteceu com vocês foi a um bom tempo. - Se sentou no balcão - Sou eu que me estresso as vezes. É que eu fiquei chocada com a notícia, Bárbara jurou que não tinha acontecido nada entre vocês, quando se conheceram.
_ De início, não mesmo. - Me sentei no balcão de frente para ela. - Aconteceu depois de uma festa em que nos encontramos novamente, bebemos mais do que deveríamos assim a levei para o meu apartamento e transei com ela.
Any: Eu odeio quando ela bebe. - Bufou - Tom, acho melhor você ir embora, não quero que Bárbara te veja aqui.
Me levantei e fui até a geladeira, procurei por uma lata de Coca-Cola, mas só achei refrigerante de laranja, fucei mais um pouco e achei uma lata de coca solitária nos fundos, ao fechar a geladeira li um bilhete de Bárbara dizendo que foi visitar a mãe doente, entreguei a Any e ela o leu. Ela insistiu para que eu fosse embora, mas insisti em ficar, ela estava com medo de mim, disse a ela que queria ser apenas seu amigo, dei uma última olhada em seu corpo parando por um instante em seus seios fartos e pedi para ela colocar uma roupa decente, pois o meu Tomzão estava se manifestando.
Ela envergonha pediu desculpas e se dirigiu a escada, e disse para eu ficar a vontade, enquanto ela trocava de roupa, fui até a sala e observei tudo o que havia ali, tem muitos quadros referentes a natureza, várias fotos de Bárbara sozinha, com a família e amigos e uma muito bonita dela com a Any, estavam sorrindo e mostrando as alianças, elas formam um lindo casal, apesar de ser muito estranho a meu ver, isso é muito normal hoje em dia, mas eu acho um desperdício ter tantas mulheres no mundo, e muitas delas preferirem ficar com uma pessoa do mesmo sexo.
Despertei de meus pensamentos quando senti a presença da Any, me virei e vi que agora ela tinha se cobrido demais, só via seu rosto e seus pés muito bonitos por sinal. Fiz várias perguntas a ela enquanto sentava-mos no sofá, ela com muita paciência me contava sobre como conheceu Bárbara até o pedido de namoro dela, quando começamos a falar do cabeça dura do meu irmão ela ficou triste por ver que Bill se sente infeliz desde o tempo em que namorava a Ina.
Seus olhos brilhavam quando o nome de Bill era citado, havia ali esperança de um futuro encontro entre eles. Senti a minha barriga roncar e com a cara de pau que eu tenho, pedi para ela me servir um pedaço de lasanha, fomos para a cozinha e lá conversamos mais um pouco, assim fui descobrindo o seu gosto musical, tipos de roupas que gosta de usar, sobre carros, tipos de mulheres que a atrai, quando ela falou de seus animais favoritos, disse que no Brasil ela morava perto de várias fazendas e que brincava com os animais dos vizinhos, ela ama gatos e cachorros e tem vários deles em sua casa, ela tem vontade de conhecer um urso panda, pois acha ele muito fofo.
As horas iam se passando e eu já sentia que ela estava mais a vontade com a minha presença, me mostrou toda a casa e o cômodo que ela mais gosta de ficar é no quarto de hóspedes, onde ela guarda sua coleção de produtos referente a nossa banda, autografei algumas coisas e depois ela me mostrou sua guitarra e eu toquei algumas notas e ela sorria, parecia uma criança quando ganha um doce, o Bill seria um completo idiota em não querer conhecê-la.
Antes de ir embora, queria agradecê-la pelo almoço e pelo dia maravilhoso que passei ao lado dela, perguntei sobre o piercing que ela tem nos lábios e ela respondeu que é por minha culpa ela ter o colocado, ela abriu a porta e por impulso a roubei um selinho e sai correndo até o carro e entrei nele, ela saiu correndo atrás de mim, dizendo que ia me matar e eu apenas ria da situação, a desejei uma boa noite e fui embora para o hotel. Algum tempo depois cheguei no hotel e subi até o meu quarto, quando entrei dei de cara com o Bill sentado me minha cama, fechei a porta e ele começou a me fazer um monte de perguntas.
Bill: Onde você estava Tom?
_ Estava na casa de uma amiga - Me sentei na cama ao lado de Bill - Você deveria conhecê-la.
Bill: Amiga? Desde quando você tem "amiga"? - Perguntou desconfiado - E por que eu deveria conhecê-la?
_ Desde hoje Bill. - Tirei minha camiseta - Bom, ela tem tantas qualidades, é engraçada, inteligente, bonita e sabe cozinhar muito bem. A lasanha que ela fez estava ótima.
Bill: Hum sei, desconfio dessa sua amizade. - Se levantou da cama e se sentou no sofá. - Sobre o que conversaram?
_ Ah Bill que isso, será que eu não posso nem ter mais amiga? - Tirei os tênis e a calça - Conversamos sobre tudo o que era possível, acho que ela confiou muito em mim, pois contou muitos detalhes da vida dela.
Bill: Não me importo que você tenha uma amiga, mas é que você sempre quer algo mais com as garotas. E por que ela teria tanto confiança assim em você?
_ Não sei. - Me deitei na cama - Acho que dei motivos para ela confiar em mim. Eu não tentei em nenhum momento agarra-la, mas confesso que tive vontade. Bill: Estranho, você é tão impulsivo - Fitou o teto - Mas e ai que tipo de coisas ela gosta de fazer?
_ Cozinhar é uma especialidade dela, ela gosta de ouvir músicas, tocar guitarra, viajar, gosta muito de animais, de carros, jogar video game, tem medo de altura, disse que jamais andaria em uma montanha russa, velocidade para ela só dentro de um carro, ama tirar fotos de si mesma e dos amigos... Bill: Hum, ela tem gostos muito bons. - Me encarou - Tom, em nenhum momento ela tentou tirar uma foto sua?
_ Não! Se eu não a visse trabalhando, jamais diria que ela era fotógrafa, ela não mostrou seus instrumentos de trabalho e nem a casa tem objetos que demonstre o que ela faz.
Bill: Ah então é a fotógrafa que o Jost me falou, ela que é a sua amiga? - Ele se tocou, garoto lerdo - Como é o nome dela mesmo?
_ É ela mesma, se chama Ana Lucia, mas disse para chama-la de Any. - Me virei na direção do Bill - Tem 20 anos e namora uma garota, a mesma que eu transei uma vez.
Bill: Tom, você transou com a namorada dela? - Perguntou pasmo - E se ela namora, por que Jost queria que eu a conhecesse?
_ Sim, mas foi a muitos anos. - Revirei os olhos - Pelo que eu entendi, ela é muito sua fã e te acha um garoto muito especial, ela namora mas não é totalmente feliz, ela só seria feliz se a família dela aceitasse que ela namore uma garota, eles são homofóbicos, ela namora escondido, para ela ser feliz e fazer a família feliz, ela teria que namorar um garoto. Mas ela disse que já se decepcionou muito com os garotos. - Suspirei - Por que não lhe da chance de conhecê-la?
Bill: Não sei Tom. Você sabe muito bem que eu me sinto inseguro sobre esse assunto, tenho medo de me decepcionar novamente. - Vejo uma lágrima escorrer pelo seu rosto. - Eu sinto muito por ela, não deve ser fácil ter uma família assim.
_ Bill, entenda que você não é o único a sofrer nesse mundo, ela já sofreu muito também, o que seria pior, a dor de perder o amor de uma garota ou perder o amor de sua família? - Me levantei e fui até Bill, me ajoelhando em sua frente. - Vamos diga-me, o que seria pior?
Bill: Eu não sei Tom. - Seus olhos ficaram vermelhos. - Me deixe em paz, por favor.
Bill saiu correndo do quarto chorando, achei melhor não o segui-lo, vou deixa-lo pensar um pouco, ele precisa perder esse medo, não pode viver sozinho para sempre. Preciso tomar um banho, Jost me disse que amanhã teremos uma sessão autógrafos e uma de fotos para uma revista, vou comer alguma coisa e capotar na cama.
Pov Bill
Acordei um pouco antes do almoço, fiz minha higiene matinal e fui procurar Tom, fui até seu quarto e ele não estava, fui até o elevador e desci no andar do restaurante do hotel, encontrei com Jost, Georg e Gustav, Tom não estava na mesa juntos com eles, por um momento fiquei preocupado, mas se tratando de Tom Kaulitz em um hotel cheio de mulheres bonitas, não duvido nada que ele não esteja na cama com uma delas. Almocei junto com os meninos e Jost, pouco tempo depois James nosso motorista se aproximou da mesa e disse algo próximo ao ouvido de Jost, ele concordou com a cabeça e foi embora. Alguns minutos depois Jost nos fala que Tom saiu com uma garota de carro, agora está explicado o fato de ele ter sumido.
Por que é tão fácil para o Tom sair com uma garota? Será que ele nunca se apaixonou? São essas e tantas outras perguntas que me faço, Tom sempre se sente feliz, não importa com qual ou quantas garotas, ele passou a noite, para ele tudo é diversão. Eu gostaria de ter coragem de me aproximar de uma garota e não ter medo de sofrer, mas eu não consigo, parece que tudo me impede, não tem explicação.
Após o almoço, voltei para o quarto e fiquei mexendo no notbook, vi algumas notícias sobre a banda no Vma, fotos do Tom com duas garotas conversando, vi uma foto minha fuzilando alguém, o mais provável seria o Jost por ele ter se intrometido na minha vida, desliguei o notbook e fui assistir a um filme, depois de algumas horas peguei no sono e só acordei a noite. Fui até o quarto do Tom e ele ainda não havia chegado, sentei em sua cama e fiquei o esperando, minutos depois a porta é aberta e ele entra com um sorriso no rosto, pergunto onde ele estava e ele me responde que estava na casa de uma amiga, disse que passou o dia inteiro conversando com ela, sobre variados assuntos, pergunto quem era a amiga e acabo descobrindo que é a mesma garota do Vma, que Jost insiste que eu a conheça, mas como sempre Tom está a frente de mim, como sempre ele é mais esperto do que eu.
Tom explica que Any, gosta me mim não pelo fato de eu ser o vocalista de uma banda famosa, mas pelo jeito que eu sou, pelas minhas atitudes e qualidades, disse que ela gostaria de conversar comigo como se fossemos duas pessoas normais, sem lembrar que eu sou uma pessoa famosa, disse que sou especial. Quando ele me pediu para dar uma chance a ela, eu fiquei sem reação e sai do quarto correndo e chorando. Entrei no meu quarto e abafei o meu choro no travesseiro, depois fiquei pensando em tudo que meu irmão disse sobre a garota, o que eu gostei de saber foi das qualidades dela, Any e eu temos muito em comum, ambos já sofremos de alguma forma, Tom disse que ela namora mas não está feliz, seus pais não aceitam a sua opção sexual e ela sofre por isso.
Eu sinto que seria bom conhecê-la mas o medo que eu tenho de me decepcionar de novo, não me permite a aproximação. Como não consegui dormir, fiquei pensando um bom tempo na garota, me lembro vagamente de seu rosto, às vezes eu sorria com os pensamentos bons que me vinham a cabeça, e com esses pensamentos acabei por adormecer.
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