Pov Any
Mais uma semana se passou, assim completou dois meses que estou morando nos Estados Unidos, e até agora não acredito em metade do que aconteceu nessa minha vida. Parece que foi ontem que arrumei as minhas malas, peguei um avião e sai do Brasil. Muitas coisas boas e ruins aconteceram, namorei uma garota maravilhosa escondida dos meus pais, mas infelizmente descobri que "Toda rosa tem espinhos", como diz na música da banda Poison. Ela com sua carinha de inocente me traiu com um dos caras mais desejados acredito que do mundo, o mesmo que depois de uma premiação do VMA se tornaria um dos meus melhores amigos e cupido, pois através dele e de Jost tive a oportunidade de conhecer seu irmão, o vocalista da banda, um garoto lindo, inteligente, talentoso e sensível, apesar de não ter acontecido nada de tão íntimo, Bill e eu nos tornamos ótimos amigos.
Aquela sua insegurança se foi, dando lugar a possibilidade de ele sorrir novamente e ser feliz. Conheci novos amigos, trabalho como fotógrafa em uma das melhores revistas do mundo, conheci celebridades que apenas via pela TV, moro em um apartamento lindo junto com uma das pessoas mais importantes da minha vida, minha melhor amiga e irmã Quim, a qual devo agradecer por estar sempre comigo não importa o momento, graças a minha profissão, pude realizar um de seus maiores sonhos, conhecer o Cristiano Ronaldo, os dois já estão namorando apesar do pouco tempo que se conhecem, ele voltou para a Espanha para competir mais um campeonato, prometendo não perder o contato e assim que possível virá nos visitar.
Exatamente hoje, completa um mês que a banda está no país, os acompanhei em todos os lugares, trabalhei para eles em algumas situações e amanhã eles partem para a Alemanha. Não sei se foi sorte, coincidência, ou destino eles terem cruzado o meu caminho. Quando que uma simples fã e fotógrafa poderia ter um contado mais íntimo com seus ídolos? Frenquentar os mesmos lugares que eles, conversar, brincar e até ser beijada por um Kaulitz safado e folgado? Se alguém me contasse essa história, eu não acreditaria, mas como estou vivendo tudo isso, posso dizer que sonhos podem se tornar realidade, basta você acreditar e ter fé, pois um dias eles acontecem.
Estou no meu apartamento, mais precisamente embaixo do chuveiro, a água quente escorre pelo meu corpo me dando a sensação de conforto e leveza, passei o dia inteiro chorando e pensando em como será a minha vida daqui pra frente, pois a banda vai embora, sei que é apenas por alguns meses, mas será que vai ser a mesma coisa quando nos encontrar-mos de novo? Será que Bill vai continuar feliz ou vai voltar a ser aquele garoto deprimente, que fingia estar feliz diante das câmeras?
A Bárbara, não a vejo mais na revista e nem tenho mais notícias sobre ela, acho que está me evitando, queria saber se ela está bem, mas Tom quando vem aqui não fala sobre ela, acho que ele tem medo de me magoar com isso. Por inclível que pareça eu apenas sinto falta de sua amizade, não sinto aquele desejo de estar com ela e de amá-la todas as noites. Mesmo que faça um tempo agora, ainda sinto tanta dor, como a faca que me corta, a ferida sara, mas a cicatriz...a cicatriz permanece, esquecer o que ela fez comigo, jamais vou esquecer, mas também não quero ficar brigada com ela para sempre.
Depois de me afundar em meus pensamentos, terminei o banho, sai enrolada em uma toalha e andei pelo quarto, parei em frente a minha cama onde havia deixado meu vestido violeta estendido sobre ela e um par de sandálias de salto prateada, coberta por pequenos cristais, sequei os cabelos e os modelei, os deixando soltos pelos ombros, fiz uma maquiagem leve, passei um perfume suave que eu amo, o mesmo que eu usava quando Bill vinha em casa, e me parece que ele ficava meio atordoado quando me abraçava. Bill me ligou durante a tarde me convidando para ir jantar com a banda em um restaurante, disse que poderia levar a Quim, eu concordei e acabamos por conversar durante duas horas, o Tom poderia ser mais engraçado que ele, mas Bill era um fofo com a palavras, me deixava super envergonhada e mais apaixonada por ele, será que ele sente o mesmo por mim?
Peguei minha bolsa carteira no mesmo tom do vestido e sai do quarto, fui até a cozinha tomei um copo de água pois estava muito nervosa e ansiosa para a chegada do Jost, ele levaria Quim e eu até um pequeno restaurante reservado apenas para os meninos da banda e seus convidados, andei pela casa toda e parei na varanda para tomar um pouco de ar e esperar a Quim terminar de se arrumar. Alguns minutos depois ela já estava pronta, e Jost havia chegado, pegamos o elevador e saímos do prédio, na rua estava estacionado uma limousine preta, fiquei muito espantada com a beleza daquele carro, seria a primeira vez que andaria em um, Jost, Quimberly e eu entramos no carro e seguimos para o restaurante.
Pov Bill
Hoje acordei disposto a me declarar para a garota que conquistou o meu coração de todas as formas, ainda não sei muito bem como fazer isso, mas como hoje é o último dia que a banda vai ficar no país, e tenho que me despedir da Ana na melhor forma possível. Minhas malas já estão todas arrumadas, está tudo preparado para partirmos na manhã seguinte, nunca pensei que voltar para os Estados Unidos me faria tão bem, já visitei esse pais várias vezes, mas agora foi totalmente diferente, por quê? Simples, eu me apaixonei, mas não foi como eu sempre imaginei que seria, amor a primeira vista, confesso que ela mexeu comigo sim, quando eu a vi pela primeira vez, ou eu me apaixonei e não quis admitir para mim mesmo, ou foi a minha convivência com ela todos esses dias que me fez apaixonar, mas isso não importa agora, eu preciso mesmo é agir.
Então sai da cama e fui correndo para o banheiro, eu estava apertado sabe como é? Fiz minha higiene matinal, tomei um banho, me vesti meio que disfarçado pois eu iria sai escondido e sozinho, sim eu ia me arriscar, cometer uma loucura, mas eu tinha que fazer isso. Fui para a cozinha preparei alguma coisa para comer e sai da casa. Esperei por um táxi e acenei, ele parou e entrei no carro, pedi ao motorista que me levasse até a Quinta Avenida em Manhattan, algum minutos depois ele estacionou em frente a joalheria Tiffany & co, pedi para que ele me aguarda-se por alguns minutos pois a visita seria breve, desci do carro e entrei na loja, conversei com uma das vendedoras e disse a ela o tipo de joiaque eu tinha em mente para presentear Any, ela então me indicou vários modelos de colares, um em especial me chamou muito a atenção, eram dois corações prata um menor que outro, gravado com as frases "Let Me Count The Ways" "I Love You" ( "Deixe-me contar os caminhos" " Eu Te Amo" ), comprei também um pingente em forma de letra K e a vendedora os colocou em uma caixinha de veludo vermelha em forma de coração.
Agradeci a moça que me atendeu, sai da loja e entrei no táxi, sei que Any não gosta de joias sofisticadas, coisas de ouros ou diamantes, ela acha isso muito mesquinho, prefere coisas simples que possa usar no dia a dia e não usar somente em ocasiões especiais. Pouco tempo depois o táxi parou alguns metros da casa, desci do carro e corri para o portão, abri e entrei, acho que deu tudo certo e ninguém desconfiou de nada. Quando entrei pela porta da sala, encontrei Jost e os meninos na sala conversando e vendo TV, e de repente desviaram o olhar dela para mim e Tom com uma expressão seria começou a falar:
Tom: Bill, onde estava? Já ia mandar a polícia atrás de você.
_ Calma Tom, eu estou bem, apenas sai para comprar uma lembrança para a Ana.
Jost: Dá próxima vez avisa por favor, ficamos todos preocupados.
_ Eu sei que vocês me amam.
Georg: Você nem se acha né? - Eu apenas sorri.
_ Gente, hoje é nosso último dia no país, o que vamos fazer?
Gustav: Podemos sair para jantar em algum restaurante.
Tom: Gus você só pensa em comer?
_ Eu acho uma ótima ideia Gus, então Jost pode reservar um pra gente? Vou chamar as meninas.
Jost: Claro, vou ver o que posso fazer e depois aviso vocês.
Tom: Bill, será que é uma boa idéia eu chamar a Bárbara?
_ Realmente eu não sei, mas já está mais do que na hora de elas resolverem essa situação.
Georg - Gustav: Eu concordo!
Alguma horas depois...
Depois de ter ligado para Ana a convidando para o jantar, passamos algumas horas conversando sobre tudo, nos riamos das minhas piadas idiotas, juro que eu não deveria mais contá-las, o Tom é bom nisso e não eu. Faltava menos de duas horas para irmos ao restaurante, fui tomar um banho um pouco demorado, troquei de roupa, fiz uma maquiagem forte como de costume, levantei um moicano perfeito, botas, correntes em volta do pescoço, luvas, passei um perfume suave, o mesmo que me fez arrepiar quando a Ana aspirou o perfume do meu pescoço quando fui procurá-la na revista, depois daquele dia, meu sentimentos por ela ficaram evidentes.
Quando todos estavam devidamente arrumados e sentados nos sofá, Bárbara entra pela porta da sala e arranca alguns suspiros dos meninos, principalmente do Tom que estava babando com aquela bela mulher, usava um vestido preto, acima dos joelhos e colado ao corpo, salto alto, e os cabelos não estavam totalmente lisos. Ela comprimentou a todos e se sentou ao lado do Tom lhe dando alguns beijos, Jost nos reservou duas limousines, uma para a banda e outra ele iria buscar a Ana e a Quim. Saimos da casa e entramos no carro, durante o caminho viajei em meus pensamento, lembrando de cada minuto que passei ao lado da Ana, desde o Vma até hoje, de como o seu sorriso me encantou, suas palavras de conforto, seus carinhos, sua alegria, enfim tudo, espero que essa noite seja maravilhosa e que nada acabe com a minha felicidade, mas isso vai acontecer, afinal estou voltando para a Alemanha.
Alguns minutos se passaram e finalmente chegamos ao restaurante, para evitar qualquer tumulto, entramos pelos fundos e fomos dirigidos até a área reservada, o lugar era pequeno porém muito bonito, as mesas eram redondas cobertas por toalhas em tom salmão, as cadeiras eram de madeiras, extremamente confortáveis, pareciam até poltronas e haviam vários espelhos em formatos ovais.
Nos acomodamos em nossas mesas e começamos a conversar, minutos depois Tom me faz sinal com a cabeça para que eu olhasse para trás, virei o meu corpo e fiquei maravilhado com tal beleza que fizeram meu olhos brilharem, Ana havia chegado, usava um vestido violeta acima dos joelhos, sandálias de salto alto, mas não o suficiente para igualar nossas alturas, uma maquiagem leve e estampava em seu rosto, um sorriso cheio de promessas atrás de sua timidez. Me levantei, me aproximei dela, olhei em seus olhos e logo disse:
_ Você está linda! – disse lhe dando um beijo estalado na bochecha e eu ela corara.
Ana: Obrigada Bill, você também está lindo. - Ela deu um sorriso tímido.
Eu já disse o quanto Any fica encantadora quando está envergonhada? Pois é, ela fica. Ainda mais porque suas bochechas ficam rosadas, e eu sei que ela odeia isso. Ela sorrira tímida e ficamos a conversar os nove ali na mesa, fizemos os nossos pedidos e jantamos tranquilamente. Após o jantar, Tom pediu para o gerente colocar algumas músicas para tocar, em pouco tempo já rolava uma pequena festa, estendi o meu braço e Any pegou em minha mão e começamos a dançar ao som de Basshunter– All I Ever Wanted . Me aproximei dela e a peguei pela cintura, nossos corpos estavam praticamente colados e nossos lábios a centímetros, quando eu tentava beijá-la ela recuava, mas aproximei minha boca de seu ouvido e comecei a cantar junto com a música.
Tudo o que eu tenho esperado
Foi ver você sorrindo
Tudo o que eu tenho esperado
Foi fazer você ser minha
Eu sei que eu te amo
Oh baby, por que você não vê?
Que tudo o que eu tenho esperado
Foi você e eu.
Estou tão sozinho
Aqui comigo mesmo
E eu estou esperando você chegar
Eu quero ser uma parte de você
Pense em todas as coisas que poderiamos fazer
E todos os dias
Você está na minha cabeça
Eu quero ter você na minha cama
Você é o mundo
Você está em meus olhos
Tudo o que eu tenho esperado na minha vida.
Horas de diversão haviam se passado e decidimos por ir embora para a casa, fomos todos em uma única limosine, Jost dispensou a outra, quando chegamos em casa, nos jogamos nos sofás e no carpete, depois de um tempo me levantei e fui até o meu quarto, peguei a caixinha de veludo vermelha, coloquei no bolso da calça e voltei para a sala, mas não encontrei a Ana, sai a procura dela e a encontrei do lado de fora da casa sentada na beirada da piscina, me aproximei dela e falei:
_ Ana, podemos conversar?
Ana: Sim Bill, senta ai.
_ Pode ser embaixo daquela árvore?– Apontei para a mangueira a nossa frente.
Ana: Ah tudo bem.– Ela se levantou e caminhamos até ficarmos embaixo da árvore.
_ Ana...– Respirei fundo e continuei - Hoje é o último dia em que estaremos aqui, então para agradecer os momentos felizes que passei ao seu lado durante esse mês, eu comprei essa lembrança e gostaria que você aceitasse e usasse para se lembrar de mim.– Peguei a caixinha no bolso e abri revelando os presentes, pedi para ela se virar e pus os colares em seu pescoço. - Quero te dizer que essa noite foi maravilhosa, eu me diverti muito e espero que você também tenha gostado.
Ana: Bill, eles são lindos, muito obrigada. Eu me diverti demais essa noite, esse tempo que passamos juntos foi os melhores da minha vida, obrigada por ter ficado ao meu lado quando eu precisei, obrigada por ser essa pessoa maravilhosa que é. Eu quero te dar isso.– Tirou de seu pescoço um colar com o pingente em forma de letra A. - Isso é para você não se esquecer de mim.– Colocou-o em meu pescoço.
_ Ana, saiba que eu te amo e hoje quero te agradecer, porque você me faz feliz, me fez sonhar, me fez viver, porque você me fez sorrir, me fez acreditar e amar sempre.– Senti meu coração acelerar ao dizer isso, olhei para a casa e todos estavam na varanda esperando algo a mais acontecer, foi quando Tom de longe gritou:
Tom: Bill, o que você está esperando?
A lua iluminava nossos corpos, o céu estava estrelado, em minha mente todos os nossos momentos se passaram como um filme, a noite estava perfeita, era agora ou nunca. Estendi-lhe a mão que ela aceitou de pronto aproximando-se ao ponto de o espaço entre nós ser apenas de centímetros. Tímida e sedutoramente ofereceu-me seu pescoço, inclinei-me e aspirei o perfume mais delicado e estonteante que já senti. Fui seduzido, inebriado pelo perfume que invadiu meu ser, se apossou dos meus sentidos, do meu desejo e, antes mesmo de perceber, grudei meus lábios em seu pescoço como um vampiro sedento de seu sabor, a senti arrepiar com o meu toque.
Envolveu-me em seu abraço forte, delicado, reconfortante, excitante, e me ofereceu os lábios para que pudesse, pela primeira vez, mergulhar num mundo cheio de cores, encantos e sabores onde só existia ela e eu. Meus olhos encontraram os seus e tudo a minha volta, a nossa volta, tornou-se insignificante. O tempo, à espera, os medos já não tinham mais qualquer sentido, pois ela estava lá comigo. A puxei para mim e fiz o que meu coração desejava, o que havia sonhado por tantas vezes. A beijei e fui correspondido! Fui levado ao paraíso pelo sabor doce de seus lábios. Eles se aprisionaram aos meus em um beijo tão intenso, tão cheio de desejo, tão carregado de amor que se eu tinha qualquer dúvida sobre o que sentia, ela foi apagada para todo o sempre e fui-lhe grato por isso. Nos separamos, as mãos ainda unidas. Um sorriso desenhou-se em minha face, o dela foi diferente dos que eu já conhecia, foi mais largo, mais encantador, mais apaixonante. Tocou-me a face com a ponta dos dedos e sussurrou antes de soltar minha mão.
Ana: Bill, eu te amo! Deixe-me viver para sempre ao teu lado?
Ao ouvi-la dizendo isso com os olhos já marejados, a peguei pela cintura, nossos rostos se aproximaram e rocei nossas bocas, sentia o seu piercing gélido, comecei a sugar o seus lábios carnudos e macios, eles iam se mexendo juntos aos meus e com a ponta da língua pedi passagem para apronfudar o beijo, ela foi abrindo devagar e assim nossas línguas quentes se encontraram e faziam a dança perfeita demonstrando e comemorando o que sentíamos um pelo outro.
Afastamo-nos lentamente, olhos nos olhos, sorrisos sinceros e apaixonados. Entrelaçamos as mãos e palavras não se fizeram mais necessárias para sabermos o que havia em nossos corações, em nossos caminhos que, era certo, a partir daquele momento seriam apenas um. Já a amava e decidi que a teria ao meu lado para sempre. Meus sentimentos eram claros, fortes, sinceros e definitivos. O que eu sentia, era amor.
Afastamo-nos lentamente, olhos nos olhos, sorrisos sinceros e apaixonados. Entrelaçamos as mãos e palavras não se fizeram mais necessárias para sabermos o que havia em nossos corações, em nossos caminhos que, era certo, a partir daquele momento seriam apenas um. Já a amava e decidi que a teria ao meu lado para sempre. Meus sentimentos eram claros, fortes, sinceros e definitivos. O que eu sentia, era amor.
Todos que estavam na casa começaram a aplaudir, gritar e assobiar, sorrimos um para o outro e nos abraçamos fortemente, andamos de mãos dadas até eles e todos nos abraçaram, eu me sentia o homem mais feliz desse mundo e o motivo da minha felicidade agora tem nome, Ana, cabelos castanhos claros, olhos castanhos escuros e um sorriso tímido maravilhoso. A maioria das pessoas diria que não é bonita, mas também, não é feia. Ela é alta, mas não o suficiente comparado aos meus um metro e noventa, tem um corpo bonito, com curvas. Enfim, ela não se enquadra nos “padrões” de beleza impostos pelas revistas ou televisão. Não é uma modelo magricela e cobiçada, mas o que importa? Não estou, nem nunca estive a procura de um ser fisicamente perfeito. Ela poderia ter passado despercebida por mim como dezenas de pessoas por quem tenho contato todos os dias, mas algo no seu jeito tímido me chamou a atenção quando entrou naquela sala a três semanas atrás. Eu estava sentado em um sofá preto, esperando para ser iniciada mais uma sessão de fotos.
Eu estava entediado, mas quando ela entrou naquela sala, por alguns segundos aqueles olhos penetraram minha alma, aqueceram meu coração como se o pudessem tocar. Senti minha face arder, minhas mãos suarem, tremerem, a garganta ficou seca e, por mais que quisesse não conseguia me concentrar em nada mais a minha volta a não ser: Ela. Em toda a minha vida, nunca me senti assim com um simples olhar. Entramos na casa e nos sentamos no sofá abraçados, todos a nossa volta sorriam, pareciam não acreditar no que estava acontecendo, Bill Kaulitz finalmente encontrou a sua alma gêmea, agora é desfrutar o que a vida tem de melhor ao lado da minha garota. As horas se passaram e fomos todos dormir, finalmente depois de muitos anos poderei me deitar com uma garota, no quarto nos deitamos abraçados, eu acariciava sua face e afagava os seu cabelos, ela por sua vez aproximou os lábios do meu ouvido e sussurrou:
É que não se apaixonar por você, é inevitável;
Eu quero mas não posso;
Resistir a este sentimento;
Só penso em destribuir meus desejos sobre seu corpo;
É que não se apaixonar por você, é inevitável;
Acaricie bem, seus beijos dizem vem;
Seus olhos me derretem;
Suas mãos dizem vem, seu corpo diz vem;
Seus braços são perigo, baby.
Aproximei meus lábios dos seus e iniciamos mais um longo beijo, cheio de desejo e paixão até que o ar se fez necessário, nos abraçamos e acabamos por dormirmos assim, na manhã seguinte seria doloroso, seria a nossa despedida.
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