Pov Hill
Quando chegamos na boate, fiz questão de levar o Tom para a pista e dançar, queria me divertir muito aquela noite. Minha intenção era deixar o Bill sozinho com a Any, pensei que os veria juntos dançando e provavelmente se pegando, mas não foi nada disso que eu vi, primeiro o Bill sumiu a deixando sozinha no meio de um monte de gente desconhecida para ela. Fiquei ali agarrada com o Tom e de olho no que ela faria, foi até o bar e pediu alguma coisa para beber, só não contava que aparecesse um gato e sentasse ao lado dela e eles conversassem durante algum tempo. Quando os dois foram dançar, percebi que ela ficou muito a vontade ao lado dele, e quando vi que Bill estava voltando, eles começam a se beijar sensualmente, e é óbvio que o Bill viu e saiu correndo para fora da boate. Oh garoto lerdo, em vez de ir lá e arrancar ela dos braços do cara e falar que ela já tem dona, mas não, tem que dar uma de adolescente deprimido. Será que eu tenho que resolver tudo nessa vida? Eu não entendi o que aconteceu depois, mas a Any saiu correndo em direção ao banheiro.
_ Tom, eu preciso ir ao banheiro, vi a Any correndo pra lá, deve ter acontecido alguma coisa.
Tom: Vai lá gata.
_ Ah, e vai atrás do Bill, pois ele saiu correndo também.
Tom foi para a saída da boate e eu corri para o banheiro, abri a porta e vi ela sentada no chão escorada na parede com a cabeça baixa, provavelmente estava chorando.
_ O que aconteceu gata?
Ana: Ah Hill, o Bill me deixou sozinha e acabei beijando outro cara. - Disse com a voz chorosa.
_ É, eu vi, e o Bill também e depois saiu correndo - Me olha assustada.
Ana: Por quê? Não sei por que ele me beijou, se ia me deixar sozinha aqui.
_ Deve ter acontecido alguma coisa, e ele teve que ir lá fora, por que não esperou?
Ana: Meia hora é muito tempo não? Eu quero ir pra casa.
_ Tudo bem, lave esse rosto que eu vou procurar o Tom.
Deixei o banheiro e corri para a saída e encontrei os dois perto do carro lá no estacionamento, pareciam discutir, pois o Bill estava alterado.
_ O que aconteceu Bill?
Bill: E ainda pergunta Hill? Quando acho que encontrei uma pessoa que gosta de mim, vejo que é tudo uma farsa.
Tom: Não tire conclusões precipitadas Bill.
_ Você a deixou meia hora esperando Bill, o que estava fazendo esse tempo todo?
Bill: Eu precisava ligar para o cara que cuida de um quiosque no lago, eu queria ficar sozinha com ela lá, estava preparando tudo, por isso demorei.
Tom: E por que não a leva agora?
Bill: Ela estava beijando outro cara Tom.
_ E agora está lá no banheiro chorando de arrependimento. Ela ficou te esperando, e já que você não apareceu, outro cara se tratou de fazer o serviço.
Tom: Bill, a garota é bonita, você acha que outros caras não vão dar em cima dela, até eu queria.
_ Tom!
Tom: Qual é Hill, você beija a garota toda hora.
_ Mas é apenas para selar a amizade u.ú Mas mudando de assunto, Bill dá uma de Tom pelo menos uma vez na vida e agarra a menina e a leva para outro lugar. Para de ser idiota.
Bill: Eu não sei.
Tom: Eu vou dar um soco na sua cara Bill.
Bill: Ok, já tô indo.
Pov Any
Depois que a Hill saiu do banheiro me deixando sozinha lá no chão, decidi fazer o que ela havia me mandado, me levantei e fui até o lavatório, joguei água no rosto tentando retirar um pouco da maquiagem borrada, olhei para o espelho e pensei comigo mesma: "Fez burrada de novo, será que nunca vai aprender?" Não poderia negar que quanto mais tento fazer as coisas direito, me decepciono e quando erro fica pior ainda.
Como a Hill estava demorando muito para vir me buscar, decidi sair do banheiro e ir para o estacionamento, só não contava que um cara bêbado me agarrasse por trás me fazendo sentar em seu colo, fiquei enojada quando o cara começou a passar as mãos pelas minhas pernas, comecei a me debater, tentando dar cotoveladas em sua cabeça, mas estava sendo em vão.
_ Filho da p... - Não consegui terminar, senti alguém me puxando pelo braço, boate a fora. No estacionamento que fui ver que era o Bill.
Bill: Você está bem?
_ Sim, obrigada por me salvar.
Bill: Ele te machucou?
_ Não! Me leva pra casa, não estou me sentindo bem.
Bill: Tudo bem.
Entramos no carro e permanecemos em silêncio durante todo o caminho, quando chegamos em casa, subimos as escadas juntos, ele me acompanhou até o quarto da Hill.
_ Mais um vez, obrigada, se você não tivesse chegado não sei o que teria acontecido.
Bill: Fica tranquila, não vou deixar ninguém te machucar.
Ele se aproximou e depositou um beijo demorado em minha bochecha, me enlouquecendo com seu perfume. Quando se distanciou nossos olhares ficaram presos, como se tivessem imã, e foi quase doloroso quando ele se virou sorrindo e foi andando pelo corredor, quando chegou na porta do seu quarto, antes de entrar, parou e se virou pra mim.
Bill: Boa noite!
_ Boa noite.
Esperei que ele entrasse no quarto e fiz o mesmo, fui direto para o banheiro tomar um banho e tirar aquele cheiro horroroso de cerveja, pretendo ficar bem longe de baladas, principalmente da Alemanha. Após o banho, me troquei, deitei na cama e nem me dei ao luxo de saber que horas a Hill tinha chegado, provavelmente esticou a noite com o Tom. Dormi feito uma pedra e só acordei quando senti mãozinhas geladas e bobas percorrendo o meu corpo, estava praticamente pelada e tinha alguém se aproveitando de mim, abri meus olhos e nem vou dizer o tamanho do palavrão que eu falei para a pessoa com um piercing no lábio e um sorriso malicioso.
_ Sai daqui seu tarado. - Dei um pulo me levantando da cama levando o lençol junto. - O que está fazendo aqui?
Tom: Só vim te acordar.
_ E precisava se aproveitar assim?
Tom: Se a Hill pode, eu também posso.
_ Vai sonhando.
Eu ia correr para o banheiro, mas o Tom foi mais rápido e me segurou pela cintura, e se apoderou do meu pescoço, comecei a xingá-lo em pensamento, seu descarado, aproveitador, galinha, ah caramba isso é bom, o filho da mãe pegou no meu ponto fraco, aquilo estava passando dos limites, dei um pisão no pé dele, e Tom deu um gritinho afeminado, "hum boiola", abri a porta do quarto e comecei a andar pelo corredor de lençol mesmo, quando olhei para trás o Tom começou a correr, eu ia fazer o mesmo se não tivesse um poste na minha frente, no qual eu trombei e cai em cima dele.
Nós dois rimos e ele se aproximou de mim, seu hálito quente batia em minha boca a fazendo pulsar e gritar pela boca dele, mas eu fui mais forte e me virei, fazendo-o beijar minha bochecha.
Nós dois rimos e ele se aproximou de mim, seu hálito quente batia em minha boca a fazendo pulsar e gritar pela boca dele, mas eu fui mais forte e me virei, fazendo-o beijar minha bochecha.
Tom: Você me paga Ana, pisou bem no meu calo.
_ Ninguém mandou você ser tarado.
Eu ainda estava em cima do Bill e estava ficando tudo muito quente, com uma preguiça imensa me levantei e ajudei ele a se levantar. Corri para o meu quarto, fiz minha higiene matinal e troquei de roupa.
Na mesa, estava faltando só a Hill para tomarmos o café da manhã, e quando ela chegou com aquela cara de ressaca, tomamos o café em silêncio, só fiquei reparando no Bill que não parava de sorrir, deve estar se sentindo o máximo por ter me salvado ontem. Depois do café, a Hill me puxou para a piscina, não estava afim de nadar, apenas me sentei em uma das espreguiçadeiras e fiquei lá, logo Bill se sentou ao meu lado.
Na mesa, estava faltando só a Hill para tomarmos o café da manhã, e quando ela chegou com aquela cara de ressaca, tomamos o café em silêncio, só fiquei reparando no Bill que não parava de sorrir, deve estar se sentindo o máximo por ter me salvado ontem. Depois do café, a Hill me puxou para a piscina, não estava afim de nadar, apenas me sentei em uma das espreguiçadeiras e fiquei lá, logo Bill se sentou ao meu lado.
Bill: Tudo bem?
_ Tudo.
Bill: Nós não tivemos tempo de nos conhecer direito né?
_ Não como deveria. - Ele sorriu.
Bill: Qual o seu doce favorito? - É desse jeito mesmo que ele quer começar uma conversa?
_ Chocolate e o seu?
Bill: Leite condensado. Uma fruta?
_ Uva.
Bill: Pensei que fosse manga? - Como é que ele sabe disso?
_ Também, mas prefiro uva, e a sua?
Bill: Morango, mas tem que ter leite condensado. - Ok isso já está ficando estranho demais.
_ Por um acaso, a Hill já falou alguma coisa de mim pra você?
Bill: Ela já me falou muitas coisas, mas tudo o que sei, é por que leio a sua fic. - Tá agora eu fiquei roxa de vergonha.
_ Jura?
Bill: Sim, e adoraria ter um aniversário daqueles que você escreveu.
Alguém por favor me cava um buraco? Gente ele está me jogando umas indiretas bem diretas, nunca pensei que ele fosse tão safado, mas quem disse que não estou gostando, quero mais que ele seja atrevido mesmo, me agarre e me leve para o quarto dele. Me levantei com a intenção de mergulhar e aliviar a quentura do meu corpo, mas fui impedida de me aproximar da piscina, suas mãos seguraram minha cintura por trás, afastou meus cabelos e se afundou no meu pescoço, subindo seus beijos até meu ouvido.
Bill: Eu quero isso, tanto quanto você, estava esperando você a muito tempo. - Sussurrou no meu ouvido me fazendo arrepiar até o último fio de cabelo.
Me virei de frente para ele e enlacei meus dedos em seus cabelos e o puxei pra mais perto, mas não o beijei, apenas rocei nossas bocas, queria que ele me beijasse e foi o que ele fez.
Eu pensei que ia ser um beijo explosivo, cheio de luxúria, agressivo, mas não, foi um beijo calmo, extremamente bom, mas foi calmo, lento como se ele quisesse gravar cada segundo e conhecer cada pequeno espaço da minha boca, sua língua pediu passagem e cedi. Suas mãos estavam paradas em minha cintura, ele me apertava contra seu corpo e eu o puxava para cada vez mais perto. Quando eu já não aguentava mais e minha boca já latejava nos separamos com alguns selinhos.
Eu pensei que ia ser um beijo explosivo, cheio de luxúria, agressivo, mas não, foi um beijo calmo, extremamente bom, mas foi calmo, lento como se ele quisesse gravar cada segundo e conhecer cada pequeno espaço da minha boca, sua língua pediu passagem e cedi. Suas mãos estavam paradas em minha cintura, ele me apertava contra seu corpo e eu o puxava para cada vez mais perto. Quando eu já não aguentava mais e minha boca já latejava nos separamos com alguns selinhos.
Bill: Eu quero você.
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